“Toda Criança brinca, pois é pela brincadeira que ela começa a aprender sobre si mesma e o mundo que a rodeia.”

Setembro é um mês diferente para as famílias da Associação Casa de Brincar. Chamado de “mês do desafio”, propomos as famílias atividades nunca antes realizadas pela mesma ou que foge da rotina de escola e terapias. Um projeto que existe desde o primeiro ano da Casa de brincar (2012) chega a sua quinta edição, com o tema trinta dias de brincadeira — #30DiasDeBrincadeira — onde a base do desafio é a filosofia da nossa Associação: o brincar.

Brincar é uma atividade lúdica, que muitas das vezes, passa despercebida no universo adulto. Muitos veem o brincar como passa tempo da criança, no entanto, desconhecem o quanto esta ação prazerosa auxilia no desenvolvimento infantil. Estudos na área da psicologia têm notado o quanto a brincadeira influencia o desenvolvimento infantil e promove na criança uma motivação interna. Entende-se que na brincadeira a criança encontra bases que vão auxiliá-las no restante de suas vidas, compreendendo que o brincar é um processo de aprendizagem constante.

Brincar é uma forma de aprender e traz inúmeras vantagens para a constituição da criança. Esta pode construir e recriar as relações que observa em seu cotidiano e entrar em contato com sentimentos alegres e frustrantes que auxiliam no desenvolvimento de sua personalidade. Inserida na brincadeira, a criança passa a prestar mais atenção, produz autoestima na superação dos desafios e estimula a interação social no convívio com as regras sociais, na organização espacial e temporal e no contato com os seus sentimentos.

O universo do brincar, para uma criança autista, contribui além de um processo de aprendizagem, por também auxiliar no desenvolvimento de suas habilidades sociais, motoras, afetivas e emocionais. O autismo que possui dificuldades na interação social e mantém o interesse restrito a determinados objetos e atividades/movimentos, com o brincar, tem a oportunidade de ampliar suas atividades e seu interesse pelas pessoas, caracterizando o brincar como a porta de saída para o mundo que o espera. Os pais e familiares assumem um papel essencial nesta relação do brincar. “Pela estimulação do brincar por parte dos pais, no ambiente domiciliar, é possível aumentar o interesse, maximizar habilidades e capacidades e favorecer o desenvolvimento integral da criança.”

“As atividades lúdicas podem ser o melhor caminho de interação entre os adultos e as crianças e entre as crianças entre si para gerar novas formas de desenvolvimento e de reconstrução de conhecimento.” Desta forma, compreendemos que a brincadeira é coisa séria. Escolher trinta dias de brincadeiras como tema de desafio para nossas famílias, é proporcionar trinta dias de ação prazerosa entre a criança e seus familiares, superando limites, estimulando a criatividade, a construção do conhecimento e a interação social.

Referências:
BERNERT, Danielli R. A importância do Brincar no desenvolvimento da criança com TEA. in. OMAIRI, Cláudia; VALIATI, Márcia R.M.S.; WEHMUNT, Mariane; ANTONIUK, Sérgio Antônio. Autismo: Perspectivas no dia a dia. Ed. Ithala. Curitiba: 2013 (todas citações acima são deste livro.)

ROLIM, Amanda Alencar Machado. GUERRA, Siena Sales Freitas. TASSIGNY, Mônica Mota. Uma leitura de Vygotsky sobre o brincar na aprendizagem e no desenvolvimento infantil. (2008)

#30DiasDeBrincadeira
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